As
conservas e compotas são opções muito
criativas como petisco ou para acompanhar outras receitas.
Além disso, dão um toque especial no sabor
tanto de pratos salgados como doces.
Desde a mais remota antiguidade o homem
vem buscando formas de conservar e preservar os alimentos.
Como não existiam supermercados, nem sempre era
possível conseguir ingredientes frescos e de boa
qualidade. Além disso, as safras anuais eram bem
definidas e, determinados ingredientes, só se conseguiam
na época da colheita.
Com o início da agricultura, o
homem precisava descobrir alguma forma de conservar o
excedente da produção para ser consumido
até a próxima safra e, mesmo acontecia com
produtos de origem animal.
Além do cozimento, que ajuda a
conservar os alimentos, o gelo foi provavelmente uma das
primeiras formas de conservação a ser descoberta.
Porém, não havia gelo à disposição
e por isso, outras formas de prevervação
deveriam ser buscadas.
O sal é uma forma antiga de conservação,
bem como a conservação em vinagre e em óleo.
As frutas não podem ser conservadas em sal e, com
a invenção do açúcar, o homem
descobriu que compotas e geléias conservavam as
frutas por um longo período.
Uma tradição italiana, principalmente
proveniente do sul da Itália, são os antipastis,
muitos deles, receitas antigas de conservas. A cultura
Amish, nos Estados Unidos, é conhecida pela qualidade
se suas conservas e por ser um povo que ainda mantém
o modo de vida antigo, respeitando a sazonalidade dos
ingredientes e se abstendo da utilização
de luz elétrica. Eles têm nas conservas a
melhor forma de armazenar alimentos.
Hoje
em dia, nosso consumo de conservas é muito mais
por praticidade e por estarmos habituados a produtos como
geléias e picles. Portanto, o conceito do que seria
uma conserva mudou e passamos a preparar receitas mais
elaboradas e sofisticadas utilizando técnicas ancestrais
de conservação.